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    sexta-feira, 21 de outubro de 2016

    Após prisão, Cunha contrata advogado especializado em delações

    Eduardo Cunha saindo do IML
    Foi feita em tom baixo a primeira declaração pública do ex-deputado Eduardo Cunha após sua prisão: "É uma decisão absurda".

    A frase foi pronunciada na saída do IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba (PR), diante de um batalhão de repórteres.

    Preso há um dia pela Operação Lava Jato, Cunha passou o primeiro dia no cárcere entre reuniões com advogados e a leitura do pedido de prisão, que o acusa de tentar obstruir a investigação e intimidar testemunhas.

    Um de seus primeiros pedidos aos advogados foi uma cópia do processo.
    Ele vem estudando ponto a ponto os argumentos do Ministério Público Federal, faz anotações e sublinha os trechos que considera mais frágeis, repetindo que "não há fatos novos".

    Os relatos da carceragem são que o ex-deputado mantém uma atitude quase impassível: não sua, não treme e não demonstra nervosismo, permanecendo calmo.

    Em Curitiba, Cunha contratou o escritório do advogado Marlus Arns de Oliveira, que fez as delações premiadas dos executivos da Camargo Corrêa, Dalton Avancini e Eduardo Leite, e do empresário João Bernardi Filho.

    O defensor diz que a delação "não está no horizonte", e que é preciso estudar o processo. O escritório também integra a defesa da mulher de Cunha, a jornalista Cláudia Cruz, que responde ação por corrupção na Lava Jato.

    Os advogados do ex-deputado devem entrar com um pedido de habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) pedindo a sua soltura.


    "Vamos discutir a competência da Justiça Federal, porque é um processo que já estava em trâmite no STF, e se estão presentes os requisitos da preventiva", disse Arns.

    Para ele, não há motivos para a prisão. "Se não tem fato criminoso, não precisa prender preventivamente."

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