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    domingo, 30 de outubro de 2016

    Crise financeira de prefeituras levará pressão ao Congresso e a Temer após 2º turno

    Dois meses após o impeachment que afastou definitivamente a presidente Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República, o resultado das eleições municipais vai evidenciar a hegemonia de uma nova articulação político-partidária no País. No entanto, calculadamente escondida durante as campanhas eleitorais, a crise financeira que atinge o caixa da ampla maioria das prefeituras poderá resultar numa imensa rede de pressão sobre o Congresso Nacional e o governo Michel Temer, avaliam representantes de entidades municipalistas.
    "Politicamente, os novos prefeitos vão chegar cheios de sonhos, promessas e boas intenções. Houve mais de 70% de renovação. Terão um choque. Essa falta recursos, combinada às exigências cada vez maiores da população, será um conflito de grandes proporções", prevê o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), que também é presidente da Frente Nacional dos Municípios.
    Paulo Ziulkoski, presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), também descreve um quadro nada atrativo para os novos administradores. Recente levantamento da entidade revelou que 77,4% dos municípios (um total de 3.155 cidades) informaram ao Tesouro Municipal que suas finanças estão no vermelho.
    Cenário este agravado, segundo relatos, pela queda real nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios --a principal fonte de recursos das prefeituras-- e pela redução das transferências voluntárias, repasses por meio de convênios assinados com o governo federal.

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