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    quinta-feira, 20 de outubro de 2016

    Dinheiro de propina pagou casamento da filha de Cunha, diz MP

    Filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a publicitária Danielle Cunha (Pedro Ladeira/Folhapress)
    O Ministério Público Federal reuniu indicativos de que dinheiro de propina foi utilizado para pagar despesas do casamento da publicitária Danielle Dytz da Cunha, filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ex-parlamentar foi preso preventivamente nesta quarta-feira por ordem do juiz Sergio Moro sob suspeita de ter embolsado dinheiro sujo de um contrato de aquisição dos direitos de participação na exploração de um campo de petróleo no Benin. Ao todo, a propina paga ao ex-deputado na transação foi de 1,311 milhão de francos suíços, o equivalente a 1,5 milhão de dólares.

    Ao longo da investigação da Lava Jato, a quebra de sigilo fiscal de Danielle revelou que foram pagos ao hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, 267.384 reais para a festa de casamento, em 25 de junho de 2011. O hotel foi notificado para encaminhar esclarecimentos sobre o evento, como os serviços prestados, os custos de alimentos, segurança e decoração e informou que emitiu nota fiscal no valor de 266.205,90 em nome da C3 Produções Artísticas e Jornalísticas, empresa da esposa de Cunha, Cláudia Cruz, e do próprio político, e 1.178,10 reais em favor da noiva. Os pagamentos da festa de casamento de Danielle Cunha com o economista Ariel Marcelo Doctorovitch foram feitos essencialmente por meio de depósitos bancários em dinheiro.

    O problema, segundo os investigadores, é que não foram encontrados lançamentos contábeis ou extratos bancários que pudessem comprovar que realmente saiu do caixa da empresa o dinheiro que bancou a festa. Nenhum vestígio de saque também nas contas de Danielle Cruz. “Resta claro que o dinheiro usado para o pagamento do casamento de Danielle Ditz da Cunha era proveniente de crimes contra a administração pública praticados pelo seu pai, o ex-deputado federal Eduardo Cunha”, concluiu o Ministério Público.

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