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    quarta-feira, 9 de novembro de 2016

    Chapa Dilma-Temer pode ter custado mais de R$ 900 milhões em 2014, diz Gilmar Mendes

    Valores mencionados pelo ministro nos
    Estados Unidos estão sob investigação no TSE
    Em debate no Wilson Center, centro de pesquisas em Washington (EUA), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou que “estimativas” indicam que a chapa presidencial Dilma-Temer gastou mais de R$ 900 milhões, via caixa dois, na campanha eleitoral de 2014. Segundo Gilmar, o valor declarado à Justiça eleitoral foi de R$ 360 milhões, mas especialistas apontam que tais gastos não poderiam ter sido inferiores a R$ 1,3 bilhão.
    “Alguns especialistas chegam a estimar que a campanha de Dilma não teria custado menos do que R$ 1,3 bilhão. Isso significa que ela declarou um quarto do que teria efetivamente gasto”, declarou Gilmar, um dos sete ministro que, no TSE, julgarão ações que pedem a cassação da chapa eleita.
    Como este site mostrou no último domingo (6), o corregedor-geral do TSE), ministro Herman Benjamin, relator dos processos, diz que tenta imprimir celeridade à análise do processo. Para o magistrado, a decisão colegiada sobre o caso (“O maior da história do TSE”, disse) será “histórica” e responsabilizará os agentes do petrolão pelos prejuízos da Petrobras no exterior – esquema que, segundo investigações da Operação Lava Jato, irrigou campanhas eleitorais em 2014. “Este é o maior processo da história do TSE.”
    Segundo o jornal Valor Econômico, Gilmar disse que o TSE “foi iludido” ao considerar que teria chegado ao fim, com as eleições de 2014, o artifício do caixa dois – prática criminosa que consiste em financiar campanhas com recursos não contabilizados. Para o ministro, o julgamento do mensalão, que levou à cadeia diversos figurões da política, teria sido suficiente para coibir novas ocorrências.

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