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    sexta-feira, 25 de novembro de 2016

    Ex-assessor de Sérgio Cabral é solto por engano no Rio

    O ex-governador Sérgio Cabral (dir) e seu amigo Luiz Carlos Bezerra (esq) (MPF/Reprodução)
    Revista Veja - Ex-assessor do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e, assim como ele, preso pela Operação Calicute, na semana passada, Luiz Carlos Bezerra foi solto por engano na manhã de ontem. Ele estava encarcerado na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, e já teve nova ordem de prisão decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.
    O alvará de soltura de Bezerra foi expedido pelo juiz federal Vitor Barbosa Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, no processo em que ele é acusado de manter armas sem porte legal. O armamento foi encontrado pela Polícia Federal em um cofre no apartamento de Luiz Carlos Bezerra, em Botafogo, Zona Sul carioca, durante o cumprimento dos mandados da Calicute. A prisão em flagrante gerou um processo, que corre sob responsabilidade de Valpuesta.
    Embora seja alvo de prisão preventiva por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-assessor de Cabral foi solto, segundo a Justiça Federal, porque “no sarqueamento na Polinter [Serviço de Polícia Interestadual, da Polícia Civil], foi aposto o ‘nada consta’ no alvará”.
    “Considerando a ocorrência de grave erro material durante o cumprimento do alvará de soltura, expedido pela 3ª Vara Federal Criminal, relativo à prisão em flagrante do investigado Luiz Carlos Bezerra, quando foi desconsiderada a prisão preventiva do mesmo anteriormente ordenada por este Juízo, DETERMINO que o acusado seja imediatamente recolhido à prisão”, escreveu em despacho nesta quinta-feira Marcelo Bretas.
    O magistrado também determinou que Bezerra seja recolhido a um presídio que não lhe permita ter contato com os demais presos na Operação Calicute, “tendo em vista que durante o período em que esteve em liberdade pode ter obtido informações que, se compartilhadas, podem acarretar prejuízo às investigações”.

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