Liturgia da Palavra de hoje (12)

Primeira Leitura (3Jo 5-8)
Leitura da Terceira Carta de São João.
5Caríssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. 6Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. Farás bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. 7Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem, sem aceitar nada da parte dos pagãos. 8A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da Verdade.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 111)
— Feliz aquele que respeita o Senhor!
— Feliz aquele que respeita o Senhor!
— Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!
— Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos.
— Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!

Evangelho (Lc 18,1-8)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia
A parábola que Jesus nos conta sobre essa viúva, essa mulher insistente que, dia e noite, vai à porta do juiz pedir que faça justiça para com ela, é para nós um exemplo de como deve ser a nossa oração: insistente, perseverante e sem desânimo.
Assim como a viúva está batendo à porta desse juiz: “Por favor, atenda-me! Veja a minha situação!”, não podemos fazer a oração dos acomodados. A nossa oração tem de ser como a da viúva: insistente, persistente e consistente. Deve ser a oração de quem acredita, de quem busca e tem confiança; oração de quem sabe quem é nosso Pai.
Esse juiz é injusto, entretanto, nosso Pai é justo! Se esse juiz injusto foi capaz de ceder a essa viúva, porque ela foi insistente demais com ele, você acha que nosso Pai não fará justiça? É verdade que a justiça de Deus não é a nossa, pois Ele não é justiceiro, é justo! A primeira coisa que Jesus faz é podar e polir o nosso coração, para que ele procure compreender numa dimensão muito maior as realidades da vida que não conseguimos entender. Por isso, Deus não é aquele Pai que nos dá da forma que pedimos, Ele nos dá melhor. Primeiro, guarda-nos para Ele, não quer que percamos o elo da salvação, e isso é fundamental da nossa súplica, da nossa confiança.
Muitos dizem: “Já pedi tanta coisa para Deus e não fui atendido! Já pedi tanto para Deus e não consegui!”. Essa é a resposta dos desanimados ou daqueles que não conseguem mergulhar o coração na conformidade com Deus. A palavra “conformidade” usada aqui não é para ser entendida simplesmente de forma passiva: “Tem que ser assim, porque Deus quer!”. Não é verdade que as coisas estão assim porque Deus quer; muitas coisas estão erradas, não deram certo, porque Ele não queria que fossem assim. Aquela criança pela qual oramos, aquele doente que rezamos por ele e veio a falecer… Não podemos simplesmente dizer e nos conformarmos, abaixarmos a cabeça e dizer: “Foi Deus quem quis!”.
É uma aplicação muito errada da compreensão da vontade de Deus. Primeiro, porque o Pai não quer que nos revoltemos, pois Ele quer que lutemos pela vida, pela verdade e justiça. Mas há muitas coisas que impedem o Reino de Deus de acontecer: são limites e situações humanas, coisas que não compreendemos com os nossos limites. Não podemos deixar de ser insistentes com Deus, de buscarmos, no coração d’Ele, que o nosso coração esteja unido a Ele. Não podemos deixar de buscar a justiça, a verdade e a presença de Deus no meio de nós. É o que nosso mundo, nossa vida mais necessitam.
Se, em algum momento ou situação da sua vida, nossa fé nos deixou desanimados ou nossas orações não foram ouvidas ou atendidas, isso é mais um motivo para orarmos com mais insistência, confiança, esperança de que não podemos viver sem a presença amorosa de Deus. Não desanime da oração, porque nessa vida até podemos perder tudo, mas a fé jamais.
A pergunta final de Jesus é: “Quando o Filho do homem vier, ainda encontrará fé sobre a Terra?”. Senhor, que possamos perder tudo nessa vida, mas jamais a nossa fé, porque sem ela perdemos a orientação, o sentido, a direção de eternidade.
A nossa vida não se resume ao momento presente, mas ela é muito mais plena. Precisamos da fé para que ela guie, oriente e conduza nosso viver.
Deus abençoe você!
Liturgia da Palavra de hoje (12) Liturgia da Palavra de hoje (12) Reviewed by Ricardo Adriano on novembro 12, 2016 Rating: 5

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