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    sexta-feira, 18 de novembro de 2016

    Liturgia da Palavra de hoje (18)

    Primeira Leitura (Ap 10, 8-11)
    Leitura do Livro do Apocalipse de São João.
    8Aquela mesma voz do céu, que eu, João, já tinha ouvido, tornou a falar comigo: “Vai. Pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra”. 9Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho. Ele me falou: “Pega e come. Será amargo no estômago, mas na tua boca, será doce como mel”. 10Peguei da mão do anjo o livrinho e comi-o. Na boca era doce como mel, mas quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. 11Então ele me disse: “Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis”. 
    — Palavra do Senhor.
    — Graças a Deus.

    Primeira Leitura (At 28,11-16.30-31)

    Leitura dos Atos dos Apóstolos.
    11Depois de três meses, embarcamos num navio alexandrino, que passara o inverno na ilha de Malta e tinha como emblema os Dióscuros. 12Fizemos escala em Siracusa e aí permanecemos três dias. 13Depois, costeando, chegamos a Régio. No dia seguinte, levantou-se o vento sul e, em dois dias, chegamos a Putéoli.14Aí encontramos alguns irmãos que nos pediram para ficar sete dias com eles. Em seguida, fomos para Roma. 15Os irmãos de Roma, informados a nosso respeito, vieram receber-nos no Foro Ápio e Três Tabernas. Ao vê-los, Paulo deu graças a Deus e sentiu-se animado. 16Quando entramos em Roma, Paulo recebeu permissão para morar em casa particular, com um soldado que o vigiava. 30Paulo morou dois anos numa casa alugada. Ele recebia todos os que o procuravam, 31pregando o Reino de Deus. Com toda a coragem e sem obstáculos, ele ensinava as coisas que se referiam ao Senhor Jesus Cristo.

    - Palavra do Senhor.
    - Graças a Deus.

    Responsório (Sl 118)
    — Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
    — Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
    — Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.
    — Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.
    — A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
    — Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!
    — Vossa palavra é minha herança para sempre, porque é ela que me alegra o coração!
    — Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.
    Evangelho (Lc 19,45-48)
    — O Senhor esteja convosco.
    — Ele está no meio de nós.
    — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
    — Glória a vós, Senhor.
    Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.
    — Palavra da Salvação.
    — Glória a vós, Senhor.
    Evangelho (Mt 14,22-33)
    Depois que a multidão comera fartamente, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.” 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

    — Palavra da Salvação.
    — Glória a vós, Senhor.

    Homilia
    Hoje, estamos em sintonia com as Basílicas de São Pedro e São Paulo, em Roma. Duas igrejas históricas com um significado muito singular para a história da Igreja e para toda a humanidade.
    Pedro e Paulo são dois apóstolos colunas da Igreja, fundamentais para a expansão do cristianismo, para a firmeza de fé que temos no seguimento de Jesus Cristo. Esses dois apóstolos foram grandes heróis na fé, escolhidos por Deus, e com o próprio sangue testemunharam a fé.
    Quando nos referimos às duas basílicas, sejam elas de Pedro ou de Paulo, além da referência que fazemos a esses dois apóstolos, queremos lembrar o lugar que as igrejas têm para a nossa fé. Cada igreja é um templo, e o templo é o lugar da presença de Deus.
    O que buscamos quando vamos ao templo? O que buscamos quando vamos às igrejas, capelas e santuários? Acima de tudo, santificar este santuário que somos nós. Somos santuários de Deus por excelência!
    É bom lembrar que assim que nascemos, nossos pais levam-nos à igreja para sermos batizados; não é um ritual simplesmente do acaso ou qualquer ritual, mas, acima de tudo, uma consagração, uma entrega.
    Veja que, no ritual do batismo, está prevista tanto a unção do Óleo do Crisma quanto a unção com o Óleo dos Catecúmenos. São óleos de consagração, que infundem em nós a marca de Deus. Todo batizado é um consagrado, um habitat natural da graça de Deus. Eu e você, como batizados, temos de nos lembrar: Deus habita em nós! Precisamos assumir que aquilo que se realiza na igreja, realiza-se primeiro no coração de cada um de nós.
    E que zelo precisamos ter para com a casa de Deus! Que zelo precisamos ter para com o nosso coração!
    Quando falamos em igreja, podemos olhar nos símbolos que existem por aí, são sempre aquelas mãos juntinhas que nos recordam a oração, porque a igreja é casa de oração. Jesus está dizendo a respeito do templo: “Minha casa será casa de oração. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. O templo ao qual Jesus se refere tornou-se um lugar de comércio, extraviou a função dele. Aquele templo foi destruído, mas hoje temos dele apenas ruínas e lembranças.
    Não permitamos que esse templo que somos nós, seja destruído. Esse templo é para se juntar ao templo eterno de Deus, quando vivermos para sempre na eternidade. Não deixe que esse templo seja corrompido, perdido, extraviado; não deixe que as impurezas tomem conta desse lugar. Santifiquemos o nosso coração!
    O caminho, por excelência, para santificar o santuário que somos cada um de nós é a via da oração. É preciso que tenhamos um coração orante, em consonância com Deus, em união com Ele, um coração que fale com o Senhor.
    Uma igreja que não vive, não pratica a oração, onde as pessoas não rezam, não se encontram com Deus, perde a razão de ser; devo dizer que essa igreja não serve para nada.
    É triste ver muitas igrejas que viraram outras coisas e não são mais casas de oração. Não deixe que esse lugar sagrado que somos nós, desvie de sua rota, mas que nós sejamos o lugar da morada de Deus, que sejamos seres orantes em profunda comunhão com Ele.
    Deus abençoe você!

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