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    quarta-feira, 30 de novembro de 2016

    Pyongyang expande prisões semelhantes a campos de concentração


    Imagens de satélite divulgadas recentemente mostram que campos de trabalho forçado na Coreia do Norte podem estar sendo expandidos. Mais de 120.000 homens, mulheres e crianças estão detidos em instalações degradantes conhecidas como kwanliso, de acordo com as Nações Unidas, comparadas aos gulags e campos de concentração nazistas.
    Grupos de direitos humanos monitoram as operações dos locais por meio de depoimentos de testemunhas – ex-prisioneiros que conseguem fugir – e imagens de satélites. Os detentos são mantidos famintos em condições precárias, vítimas de torturas, estupros e execuções.
    A organização Direitos Humanos na Coreia do Norte (HRNK), com base em Washington, nos Estados Unidos, analisou imagens de satélites do Campo 25, próximo de Chongjin, na costa nordeste do país, e descobriu que o local quase dobrou de tamanho em 2010 e continua operando com sua capacidade máxima, segundo a rede americana CNN.
    “As imagens do Campo 25 e de outros centros parecem confirmar que o regime de Kim Jong-un manteve, se não aumentou a importância do uso de trabalho forçado no país”, disse Greg Scarlaroiu, diretor-executivo da HRNK.
    Na semana passada, a Anistia Internacional divulgou um relatório no qual concluiu que a Coreia do Norte “continua a operar, e até investir, em instalações repressivas”. De acordo com a entidade, imagens de satélites recentes mostram que, em dois campos de trabalho forçado, foram construídos novos postos policiais, reforma para aumentar um crematório e atividades agrícolas em desenvolvimento. “Estes campos constituem a base de uma grande infraestrutura dedicada à repressão política e ao controle social que permite abuso dos direitos humanos de forma sistemática e generalizada”, diz a Anistia no relatório.

    Punições degradantes

    Pyongyang nega a existência dos campos de escravidão, mas em 2014 reconheceu que nos campos de trabalho norte-coreanos “as pessoas são melhoradas através da sua mentalidade e refletem sobre os seus erros”.
    Entretanto, um relatório da ONU divulgado em 2014 estimava que centenas de milhares de prisioneiros políticos morreram nos centros de trabalho forçado nos últimos cinquenta anos. O documento cita que, além do trabalho forçado, os detentos são punidos com falta de comida, sofrem estupros, torturas, execuções e não podem ter filhos, em situação semelhante aos presos em campos de concentração na Alemanha nazista.

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