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    sábado, 5 de novembro de 2016

    Revista ISTOÉ revela manobras de Henrique Eduardo Alves para esconder fortuna no Exterior

    A revista ISTOÉ publicou matéria com documentos confirmando a existência de contas do ex-presidente da Câmara e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na Suíça e de movimentações feitas no exterior para tentar esconder o dinheiro da Justiça brasileira. Ainda segundo a matéria, na Lava Jato, o político potiguar é conhecido por “Sheik”
    Henrique Eduardo Alves foi presidente da Câmara dos deputados entre os anos de 2013 e 2014 e já foi deputado federal 11 vezes consecutivas, já foi apontado como um dos políticos mais poderosos do país.
    Em delação premiada feita por diretores da Carioca Engenharia, Henrique Eduardo Alves foi apontado como destinatário de propinas do Petrolão. A denúncia fez com que o ex-deputado saísse do cargo de Ministro do Turismo este ano.
    Documentos obtidos pela ISTOÉ mostram movimentação milionária nas contas atribuídas a Henrique Alves no exterior com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro, mesmo depois de ele estar sendo investigado pela Operação Lava Jato, o que pode se caracterizar crime de obstrução à Justiça.
    O Ministério Público Suíço enviou documentos ao Brasil, incluindo extratos bancários e cartões de assinatura de contas, mostrando que, em março do ano passado, Henrique Alves transferiu os recursos de sua conta no banco Merrill Lynch para bancos nos Emirados Árabes e no Uruguai. A movimentação coincide com o envio dos primeiros pedidos de investigações contra políticos feitos pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
    A revista ISTOÉ detalha que o ex-ministro do Turismo transferiu US$ 733.501,48 de uma conta na Suíça para uma conta bancária no Emirates NBD, sediado em Dubai, nos Emirados Árabes. Levando em considerando a cotação do dólar na época, o montante transferido foi de R$ 2,3 milhões.
    Outros USD 137.500, o que equivalia a cerca de R$ 600 mil, foram repassados para um banco no Uruguai em fevereiro. Esses recursos seriam fruto, segundo as investigações, de pagamentos de propina feitos pela Carioca Engenharia em troca de recursos da Caixa Econômica Federal.
    Os documentos enviados pelo Ministério Público da Suiça mostraram que a conta de Henrique Alves no país não estava em seu nome, mas no da offshore Bellfield Investment, com sede em Cingapura. No entanto, os documentos de abertura da conta contém o passaporte, assinatura e endereço do ex-ministro, único “beneficiário econômico” dos valores depositados.
    A matéria destaca ainda que o procurador Rodrigo Janot escreveu que há outros documentos em nome de Henrique Eduardo Alves, como a carta de recomendação do Banco do Brasil e, inclusive, o endereço funcional da Câmara dos Deputados.
    Há duas semanas, Henrique Alves se tornou réu ainda em outro processo sob acusação de participar de um esquema de corrupção para desviar recursos do fundo de investimentos do FGTS, administrado pela Caixa.
    Henrique Alves emite nota sobre matéria da revista ISTOÉ
    Na sexta-feira, 04 de novembro, os advogados de Henrique Eduardo Alves emitiram nota afirmando que a matéria publicada pela revista ISTOÉ foi escrita a partir de falsa premissa e que o ex-ministro desconhecia a conta bancária e movimentações citadas na matéria.
    Confira o conteúdo integral da nota abaixo:
    NOTA À IMPRENSAA defesa de HENRIQUE EDUARDO ALVES repudia veementemente o teor da reportagem de Istoé desta semana.A citada conta bancária jamais foi por ele movimentada e os depósitos e transferências nela realizados nunca foram de seu conhecimento, conforme será fartamente provado ao longo do processo.A matéria de Istoé, por partir de falsa premissa, não se sustenta.A defesa confia na Justiça Federal do DF e tem a absoluta certeza de que HENRIQUE EDUARDO ALVES será inocentado.Brasília, 04 de novembro de 2016.
    Marcelo Leal Advogados Associados

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