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    sábado, 24 de dezembro de 2016

    A mulher que pode morrer se beijar o marido. Que doença é essa?

    Johanna Watkins foi diagnosticada há 1 ano com síndrome de ativação de mastócitos. Isso significa que seu corpo pode desencadear uma reação alérgica generalizada (anafilática) a qualquer coisa, inclusive a seu marido. (Scott Watkins/Arquivo pessoal)
    Johanna Watkins tem uma alergia tão grave e rara que não pode sequer estar no mesmo ambiente que seu marido Scott. E um simples beijo pode matá-la, segundo informações da rede britânica BBC. Ela sofre de uma condição chamada síndrome de ativação de mastócitos, o que significa que seu sistema imunológico recebe sinais errados sobre como reagir às coisas que acontecem à sua volta. Isso pode desencadear uma reação alérgica generalizada (anafilática) a praticamente tudo – à maioria das comidas, quase tudo que é químico, poeira, os mais variados aromas e até mesmo a Scott.
    “Quando o conheci, eu tinha uma série de alergias que sempre tive por anos e com as quais já estava acostumada, para mim eram normais. Tinha dores de cabeça constantes, manchas vermelhas estranhas na pele, pegava vírus diferentes e esquisitos. E fazia uma série de tratamentos, mas ainda trabalhava e vivia uma vida normal”, contou à BBC.
    Entretanto, ao longo do tempo, os problemas foram piorando e cada vez que Scott se aproximava, Johanna começava a tossir sem parar. “Quando me aproximava dela, especialmente quando meu rosto se aproximava do dela, ela começava a tossir. E acontecia sempre. Quando eu me aproximava para beijá-la, ou mesmo quando eu só a abraçava, toda vez que eu chegava perto do rosto da minha esposa ocorriam essas reações”, contou Scott.
    Johanna explica que não era só uma tossezinha. “Eu tossia a ponto de não conseguir respirar. Quando percebemos que não podíamos mais compartilhar uma vida juntos, foi extremamente traumático”, explicou.

    Diagnóstico

    Johanna é ex-professora e apesar de já conviver com a condição antes, só recebeu o diagnóstico da doença no ano passado, depois que os sintomas alérgicos pioraram bastante. Ela chegou a fazer diversos tratamentos, mas nenhum funcionou.
    “Um dia Scott foi cortar o cabelo e voltou. Em dois minutos eu comecei a ficar mal e ele precisou sair. Nós esperamos uma semana, e ele tentou se aproximar de novo. Em dois minutos a reação começou novamente”, relatou ela.
    “No início, a gente achava que era um cheiro, que talvez eu comia algum tipo de comida que causava alergia nela ou que interagia com algo no ambiente que causava algum tipo de reação e a prejudicava. E claro que eu nunca iria ficar no quarto e intencionalmente machucar Johanna, mas aí eu tentava de tudo. Tomava mais banhos, me limpava muito bem e o tempo inteiro, trocava de roupa… mas mesmo assim nada adiantava. E nós percebemos que ela não era alérgica a algo que eu trazia comigo, mas a algo que o meu corpo produzia o tempo todo. E nós não sabemos o que é isso.”, lembrou Scott.

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