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    quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

    Atrito com parceira faz Palmeiras ter calma em negociações por reforços

    Galiotte espera resolver impasse para abrir cofres do clube (Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)

    Impasse político com Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, e incerteza sobre renovação de patrocínio fazem clube esperar para dar passo final em negócios.

     A ordem dada ao departamento de futebol do Palmeiras com relação a grandes reforços é manter conversas e esperar sinal verde. A nova diretoria, agora chefiada pelo presidente recém-eleito Maurício Galiotte, não autorizará que se bata qualquer martelo até esclarecer a situação com o patrocinador.

    "Desejo de Maurício Galiotte, eleito presidente em novembro, é buscar alguém de peso para ocupar o lugar do atacante Gabriel Jesus, negociado com o Manchester City".

     Até o final da semana passada, a renovação do contrato com a Crefisa e FAM, que se encerra no fim de janeiro, era tida como certa. Mas a contestação da candidatura de Leila Pereira (presidente das empresas) ao Conselho Deliberativo do clube, em eleição marcada para 11 de fevereiro, deixou o cenário aberto. 

    Em 2016, além de pagar R$ 66 milhões para estampar as marcas no uniforme do time, a parceira bancou também os custos com o atacante Lucas Barrios – algo em torno de R$ 1 milhão ao mês. As empresas de Leila Pereira também ajudaram o clube recentemente na contratação de outros dois jogadores: o zagueiro Vitor Hugo e o volante Thiago Santos.

    A renovação do patrocínio, que até então parecia questão de tempo, daria conforto financeiro para o Palmeiras buscar grandes nomes no mercado. Até aqui, o clube anunciou o técnico Eduardo Baptista, o atacante Keno e os meias Raphael Veiga e Hyoran. Nomes de certo destaque na última temporada, mas que não são estrelas nem mesmo unanimidades.

    O desejo do novo presidente é anunciar um reforço de peso, em especial para suprir a ausência de Gabriel Jesus. O dinheiro da venda ao Manchester City (R$ 121 milhões), a propósito, é uma das alternativas para minimizar, ao menos de imediato, eventual saída do patrocinador.

    A tentativa de Leila Pereira de ingressar no Conselho tem sido questionada no clube porque uma averiguação (realizada a pedido de Paulo Nobre, antecessor de Maurício Galiotte na presidência) teria descoberto que a empresária pertence ao quadro de associados há menos de oito anos (tempo mínimo exigido pelo estatuto) e estaria usando outra matrícula.


    Por São Paulo

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