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    sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

    Hospital do Sertão Central não tem 10% do pessoal necessário, diz DPE

    Na obra do hospital foram investidos recursos de R$ 87,7 milhões. 
    Localizado a 200 km da capital, local foi inaugurado em dezembro de 2014.

    Hospital do Sertão Central, em Quixeramobim, no interior do Ceará (Foto: Governo do Estado/Divulgação)
    Inaugurado há dois anos,  o Hospital Geral do Sertão Central (HGSC), em Quixeramobim, no Ceará, conta com menos de 10% do número de profissionais necessários para funcionar. A constatação foi feita pela Defensoria Pública do Ceará (DPE) em visita à unidade de saúde realizada na manhã desta quinta-feira (8), período em que apenas uma pessoa foi atendida. Após dois anos inaugurado, o Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, prevê atender 630 mil pessoas de vinte municípios no Sertão Central.  A Secretaria da Saúde diz que “até entrar em pleno funcionamento", o hospital está passando por etapas de validação.

    “Chegamos de surpresa, como estamos atuando em todas as unidades hospitalares, e o único médico presente na unidade era o diretor. Constatamos que para o Hospital funcionar seria necessário 1.600 profissionais, mas não tinha nem 10% desse número lá”, relata o defensor público Guilherme Queiroz Maia Filho.
    “A estrutura é impecável, os equipamentos são de ponta e o hospital estava aberto. Havia cerca de 100 profissionais atuando como atendentes, enfermeiros, equipe do administrativo, mas não havia médicos e nem pacientes. O que adianta todo esse aparato se não há atendimentos?”, questiona a defensora Beatriz Fonteles Gomes Pinheiro.
    No dia 1º de dezembro, durante uma audiência pública realizada na comarca de Quixeramobim, ficou definido que o hospital deveria funcionar até o dia 9 deste mês, prazo que será encerrado nesta sexta-feira (9).
    O que diz a Sesa
    Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), diz que foram iniciados na segunda-feira (5), o serviço do ambulatório de cirurgia e do ambulatório multiprofissional (fisioterapeuta, nutricionista e fonoaudiólogo), além dos serviços de exames laboratoriais e de imagem. Nestes quatro dias de funcionamento, 40 pacientes da região foram atendidos.

    A Sesa diz, ainda, que “até entrar em pleno funcionamento, o hospital está passando por etapas de validação das condições de usabilidade da infraestrutura e dos equipamentos e o início do funcionamento do ambulatório de cirurgia. As etapas seguintes são os serviços de exames laboratoriais e de imagem; internação cirúrgica eletiva, do centro cirúrgico e do ambulatório multiprofissional;  internações em UTI para adulto e na clínica médica para adulto; internações em UTIs pediátrica e neonatal, clínica médica e Unidade de Cuidados Especiais; e, por fim, início do atendimento na emergência e da internação obstétrica de alto risco.
    Localizado a cerca de 200 quilômetros de Fortaleza, a solenidade de inauguração, ocorrida em 28 de dezembro de 2014, foi comandada pelo então governador Cid Gomes que, ao lado do então Secretário de Saúde do Estado, Ciro Gomes, garantiu que o equipamento estaria funcionando no primeiro semestre de 2015.  Na obra, foram investidos recursos de R$ 87,7 milhões.
    Área do hospital sem funcionamento (Foto: Divulgação Defensoria Pública)
    Verônica PradoDo G1 CE


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