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    domingo, 1 de janeiro de 2017

    Atirador de festa de Réveillon em Campinas carregava 10 bombas caseiras, diz PM

    Movimentação em frente à casa onde ocorreu a chacina de Campinas na madrugada deste domingo
    Sidnei Ramis de Araújo, 46, que matou 12 pessoas na festa de Réveillon de uma família em Campinas, no interior de São Paulo, carregava consigo 10 bombas caseiras. Ele se suicidou após a chacina na madrugada deste domingo (1). Os explosivos foram encontrados junto ao corpo do homem, segundo a PM (Polícia Militar). O boletim de ocorrência não especifica se estavam em bolsos, mochila ou amarrados ao corpo. O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi chamado ao local e recolheu os explosivos.
    O autor do crime utilizou uma pistola de 9 mm com dois carregadores para fazer os disparos contra as vítimas. Entre elas estão sua ex-mulher e seu filho, de 10 anos. Relatos dão conta de que o homem, de 46 anos, estaria inconformado com o recente processo de separação da que era sua companheira.
    Pouco antes da meia-noite do dia 31, ele teria pulado o muro da residência onde as pessoas estavam. Segundo a polícia, o homem primeiro matou dez pessoas que estavam em um mesmo cômodo. Depois disso, se dirigiu até um cômodo da casa onde estava o seu filho, um menino de 10 anos, deitado em uma cama, e uma mulher. Ele atirou contra os dois e se matou com um tiro na cabeça. 
    Duas pessoas sobreviveram ao ataque e estão internadas no hospital da Unicamp e no hospital Ouro Verde. Dois adolescentes conseguiram se esconder em banheiros da casa e não se feriram.
    A lista com os nomes das vítimas não foi divulgada pela polícia. De acordo com o boletim de ocorrência, entre elas estão seis mulheres, seis homens (um deles, o atirador) e uma criança de 10 anos.
    A casa onde ocorreu a chacina fica na rua Pompílio Morandi, no Jardim Aurélia, bairro de classe média de Campinas, nas proximidades do shopping Unimart.
    A ocorrência foi registrada no 4º Distrito Policial da cidade. Os corpos das vítimas foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) de Campinas.

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