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    sábado, 7 de janeiro de 2017

    Como cordéis estão sendo usados para debater questões sociais nas escolas?

    Escritos por Jarid Arraes, os cordéis abordam temas como racismo e feminismo
    Os cordéis extrapolaram a tradicional exposição em varal ou barbante e passaram a ocupar um novo espaço: as salas de aula. Forma típica de expressão do Nordeste brasileiro, a literatura de cordel é conhecida por disseminar culturas e tradições populares locais.
    Em produções mais atuais, os cordéis aparecem também com temáticas sociais, para falar sobre questões raciais e de gênero. É o caso das obras escritas por Jarid Arraes, 25. Nascida em Juazeiro do Norte, no Ceará, ela conta que começou a se aventurar no mundo dos cordéis ainda criança, lendo as obras feitas por seu pai e por seu avô.
    Ela já publicou mais de 60 títulos de literatura de cordel. Os principais temas que aparecem em seus trabalhos são o machismo e a vida de mulheres negras, sobre os quais, segundo a autora, "infelizmente não aprendemos".
    "Acho que esses temas são urgentes. Ainda estamos caminhando devagar para que nossa sociedade se torne mais igualitária e penso que o cordel entra nesse quadro de uma forma muito bem encaixada", ressalta.

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