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    terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

    Brasil já tem 189 casos confirmados de febre amarela, com 68 mortes

    189 casos foram confirmados no país, sendo que 68 deles evoluíram para óbito
    732 casos ainda estão em investigação, sendo que 88 deles evoluíram para óbito
    Subiu para 189 o total de casos confirmados de febre amarela no país, com 68 mortes, segundo balanços do Ministério da Saúde e da secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais, divulgados nesta segunda-feira (6).

    Os dados indicam um aumento de 11% em relação à última sexta-feira (3), quando havia 170 casos confirmados. Outros 732 casos suspeitos ainda estão em investigação.

    Entre os Estados, Minas Gerais continua respondendo pelo maior número de registros, com 88% dos casos confirmados. As cidades mais afetadas são Ladainha e Caratinga, com 22 e 20 casos confirmados cada uma.

    FEBRE AMARELA EM 2017


    Apesar do novo aumento nas notificações, a maioria dos registros ocorreu nas três primeiras semanas de janeiro, de acordo com a secretaria estadual de saúde. Há, no entanto, casos mais recentes em investigação.

    Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que, com o aumento na vacinação nas áreas mais atingidas, o número de novos casos suspeitos nestas regiões diminua nas próximas semanas.

    OUTROS ESTADOS

    O alerta, porém, permanece devido ao risco de que haja novos casos em outras regiões. Além de Minas, outros Estados com casos em investigação são Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Tocantins.

    Todos os registros são de febre amarela silvestre, cuja vigilância é feita por meio do monitoramento de epizootias –mortes de macacos – que podem estar relacionadas ao vírus. Já a transmissão ocorre por meio de mosquitos como o Haemagogus e Sabethes, que circulam na área rural.

    De acordo com o ministério, não há registro até o momento de transmissão urbana da doença, o que ocorreria por meio de outro vetor, o mosquito Aedes aegypti. A febre amarela urbana não é registrada no Brasil desde 1942.

    O risco de um retorno da febre amarela urbana, no entanto, não pode ser descartado, aponta a OMS (Organização Mundial de Saúde). Em boletim divulgado na última sexta-feira, a organização alerta para o risco de que a doença se espalhe para outros países da América do Sul.

    Segundo a organização, a ocorrência de mortes de macacos em Roraima, Mato Grosso do Sul e Paraná, Estados que fazem fronteira com Venezuela, Argentina e Paraguai, "representa um risco de circulação do vírus" para estes locais.

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