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    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

    Governo de SP admite preocupação com proliferação da febre amarela

    Em 2017, duas mortes ocorreram no Estado
    em decorrência de casos autóctones
    Governo de São Paulo admite preocupação com possível proliferação da febre amarela nas cidades por meio do mosquito da dengue.
    Em 2017, duas mortes ocorreram no Estado em decorrência de casos autóctones. Ou seja, cujas infecções ocorreram em território paulista. Estes óbitos são da variedade silvestre da doença e foram registrados em Américo Brasiliense, na região de Araraquara, e Batatais, na região de Ribeirão Preto.
    Outras quatro pessoas morreram neste ano depois de terem contraído o vírus fora de São Paulo, no caso em Minas Gerais; estes são os chamados casos importados.
    Os casos silvestres da doença têm sido transmitidos por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethe, mas a febre amarela também pode ser repassada pelo Aedes aegypti, caso ele tenha contato com alguém infectado.
    O secretário estadual da Saúde de São Paulo, David Uip, disse que a vigilância está reforçada para evitar qualquer saída do vírus das matas para as cidades.
    “Nós estamos fazendo o possível para que não aconteça. Estamos muito vigilantes para diminuir o risco. Nossos serviços de investigação estão entrando nas matas”, afirmou.
    O secretário da Saúde ressalta que as pessoas não devem tomar a vacina contra a febre amarela indiscriminadamente, já que ela pode ter efeitos colaterais.
    David Uip ressaltou que o foco da imunização está em uma região do estado e para quem for viajar para áreas de maior intensidade da doença.
    O secretário recebeu representantes de diversas cidades paulistas nesta segunda-feira (30) para discutir justamente o combate às doenças transmitidas por mosquitos, as arboviroses.
    O diretor do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado, Carmino Antônio de Souza, disse que os investimentos para prevenir essas patologias estão muito concentrados nas administrações locais. “As contas das epidemias e da prevenção estão caindo em grande parte nos municípios, e isso é algo que precisa ser melhorado. O custo de uma epidemia é enorme”, explicou.
    O Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde 1942. O vírus se manifesta de três a cinco dias depois da picada do mosquito e a doença é de curta duração, podendo se estender por até dez dias.
    *Informações do repórter Tiago Muniz

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