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    segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

    Homem morto há 1.400 anos tem rosto recriado, e é considerado "gato"


    Ele tem cabelos longos e ondulados, uma grossa barba "viking" e manchas suaves em torno de seu rosto. Foi brutalmente assassinado com golpes na cabeça, há 1.400 anos. Mas todo seu rosto pode ser visto agora, após um trabalho de reconstrução facial utilizando imagens em 3D feito por pesquisadores da Universidade de Dundee, na Escócia. Há quem já comece a chamá-lo de "esqueleto-gato".
    O rosto do homem, pertencente ao povo Picto, que habitou a Escócia no fim da era dos metais, foi revelado em imagens realistas de computador. Elas foram produzidas com um programa que usa fotografias digitalizadas do esqueleto para gerar diversas camadas do rosto, como músculos e pele. Após a reconstituição, os pesquisadores descreveram o homem como "surpreendentemente bonito".
    Esqueleto do homem Pict foi encontrado em uma caverna na Ilha Negra, na Escócia, de pernas cruzadas
    O esqueleto do homem Picto foi encontrado em uma caverna na Ilha Negra, na Escócia. Eles ficaram surpresos devido à posição em que foi encontrado: de pernas cruzadas, algo incomum, com pedras grandes prendendo suas pernas e braços. Após análise de antropólogos, foram identificadas as lesões que o homem sofreu antes de morrer. Ao menos cinco impactos resultaram em fraturas na face e no crânio.

    Morte bárbara

    Segundo os pesquisadores, o primeiro impacto quebrou seus dentes no lado direito da boca. O segundo quebrou sua mandíbula no lado esquerdo. O terceiro resultou em fratura na parte de trás da cabeça. O quarto impacto atravessou o crânio de lado a lado. O quinto, no topo do crânio, deixou o maior buraco. Foram utilizadas armas como pedras em todos os ataques.
    A datação feita com o método do Carbono 14 indica que ele morreu entre 430 e 630 DC. O esqueleto foi descoberto quando uma equipe estava escavando o local com objetivo de determinar quando a caverna fora ocupada.

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