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    quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

    O que causa enxaqueca? Anticoncepcionais, alimentos e + desencadeadores de crises

    ESCRITO PORLIGIA LOTÉRIO

    Saber quais são as causas da enxaqueca, e evitá-las, é uma das principais medidas para evitar crises. Caracterizada por uma dor de cabeça tipicamente unilateral, o distúrbio pode incomodar tanto a ponto de ser incapacitante. Como não tem cura, saber o que desencadeia os episódios pode ser o melhor caminhos para amenizá-los.

    O que é enxaqueca?


    A enxaqueca é uma das centenas de doenças que têm a dor de cabeça como sintoma. Com características peculiares, o problema é tão forte que pode incapacitar ou limitar a vida do paciente. Em geral, dura até 72 horas, costuma ser latejante e atingir apenas um lado da cabeça.
    Além da cefaleia, ainda ocorrem outros sintomas, como náusea, vômito e sensibilidade ao barulho e à luz.
    Uma das principais características é que ela costuma ocorrer ao longo da vida e em crises, que podem ser mais ou menos frequentes, a depender de cada paciente.

    O que causa enxaqueca?

    Ao contrário do que diz senso comum, o distúrbio não tem diversas causas, mas sim vários desencadeantes, conforme explica o neurologista Marcelo Calderaro, do Hospital Samaritano de São Paulo: "Sabemos que a enxaqueca tem base genética, que confere ao paciente uma suscetibilidade maior ou menor aos potenciais gatilhos para as crises".
    Ou seja, o que provoca enxaqueca é uma pré-disposição conferida pelos genes de cada indivíduo, já seu aparecimento pode ser influenciado por fatores desencadeantes, que também são chamados de gatilhos. Confira os principais:

    Anticoncepcionais

    Segundo o neurologista Marcelo Calderaro, qualquer tipo de pílula tem seus prós e contras e agem nas mulheres de diferentes maneiras. "Uma parte das pacientes possui mais enxaqueca com anticoncepcional, mas isso é uma coisa muito individual. Não é uma regra. Por exemplo, tem gente que toma determinado método contraceptivo há 20 anos e tem enxaqueca há 3, então o fator desencadeante não é o composto", explica.

    Emocionais


    ação do estresse no corpo pode causar diversos problemas para a saúde, entre eles está a enxaqueca. A dica para quem sofre com o problema é apostar em tratamentos e terapias para relaxar, tais como ioga, meditação ou técnicas de terapia comportamental e biofeedback.

    Jejum

    Ficar sem comer por muitas horas também pode favorecer o aparecimento dos sintomas para algumas pessoas. Coma algo de 3 em 3 horas para evitá-la.

    Falta ou excesso de sono


    Mudanças em padrões de sono podem ser um dos motivos da enxaqueca. Portanto, o ideal é dormir o suficiente e tentar sempre deitar-se e acordar nos mesmos horários.

    Luzes, barulhos e cheiros fortes

    Sensibilidade à estímulos exteriores são gatilhos da enxaqueca presentes em alguns indivíduos. Além disso, eles também são sintomas do incômodo.

    Menstruação


    Há quem sofra da enxaqueca menstrual, que aparece devido à oscilação de hormônios desta fase. Nestes casos, é necessário avaliar junto ao médico se este é o único fator que causa a doença e como deve ser o tratamento.

    Alimentos que causam enxaqueca


    "Muitas vezes, o gatilho é fruto de uma associação pouco sólida e identificável. Não há um alimento que desencadeie a dor de cabeça em todas as pessoas, mas há indivíduos que têm hipersensibilidade para alguns compostos, o que estimula a enxaqueca", explica o neurologista Marcelo Calderaro, que continua. "Por exemplo, comer chocolate pode desencadear para uma pessoa, mas não para outra", conclui o profissional.
    Contudo, o consumo de determinados alimentos geralmente é relacionado a crises em alguns indivíduos. Os principais são:
    • Queijos
    • Álcool
    • Cafeína
    • Aspartame
    • Enlatados e embutidos
    • Alimentos gordurosos
    • Frutas cítricas

    Como tratar a enxaqueca

    Marcelo Calderaro explica que o problema não tem cura, mas uma fórmula costuma dar certo para evitar as crises: "praticar atividades físicas + definir padrões de sono + manejar o estresse". "Geralmente, essas três medidas costumam ser eficientes em uma grande parcela dos pacientes. Se elas não resolverem e o paciente for muito impactado pela doença, é necessário recorrer a outras formas de tratamento, como medicamentos. Porém, só um médico pode avaliar o que deve ser feito para amenizar este desconforto", finaliza.

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