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sexta-feira, 31 de março de 2017

Milhares em todo o Brasil vão às ruas preparando a greve geral; Temer sanciona terceirização em dia de desemprego e impopularidade recordes

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O usurpador Michel Temer confia que o apoio da mídia, que ele comprou mantendo a desoneração da folha de pagamentos do setor, será o suficiente.
Com milhares de pessoas protestando em todo o Brasil contra as reformas da Previdência Social e trabalhista, ele sancionou sem vetos a terceirização ampla.
Fez isso depois de consulta a empresários. O argumento oficial é de que a terceirização vai criar empregos.
A oposição afirma que a medida vai precarizar os empregos, aumentar a rotatividade e reduzir a massa salarial no mercado interno.
A partir da sanção presidencial, as empresas podem terceirizar mesmo as atividades-fim.
Ou seja, as empresas jornalísticas podem contratar repórteres terceirizados ou as companhias aéreas, pilotos indiretamente ligados a elas.
Pesquisam demonstram que os terceirizados ficam no emprego, em média, 2,7 anos, contra 5,8 anos dos contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o terceirizado trabalha em média 3 horas a mais e ganha 25% a menos que o celetista.
A terceirização é um ataque à renda que movimenta o mercado interno brasileiro, fortalecendo ainda mais o ímpeto das exportações num quadro de protecionismo mundial. Ou seja, é suicídio!
É um recuo que leva ao Brasil para antes da Era Vargas — o ex-presidente que criou boa parte das leis trabalhistas hoje em vigor.
A decisão de Temer acontece no mesmo dia em que o desemprego bateu recorde, atingindo 13,2 milhões de brasileiros, e a popularidade do usurpador atingiu níveis abissais: 55% consideram o governo ruim ou péssimo (CNI/Ibope).
É neste quadro que as centrais sindicais organizam uma greve geral de advertência no dia 28 de abril próximo.

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