• Notícias de Última Hora

    sábado, 15 de abril de 2017

    Liturgia da Palavra de hoje (15)

    Primeira Leitura (Gn 1,1– 2,2)
    Leitura do Livro do Gênesis:
    1No princípio Deus criou o céu e a terra. 2A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.
    3Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. 4Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia.
    6Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”. 7E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia.
    9Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez. 10Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom.
    11Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia.
    14Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos, 15e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. 16Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir o dia, e o luzeiro menor para presidir à noite, e as estrelas. 17Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.
    20Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”.
    21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia.
    24Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez.
    25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom.
    26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”.
    27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”.
    29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez.
    31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.
    2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.


    - Palavra do Senhor.
    - Graças a Deus.

    Responsório (Sl 103)


    — Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
    — Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.


    — Bendize, ó minha alma, ao Senhor!/ Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!/ De majestade e esplendor vos revestis/ e de luz vos envolveis como num manto.
    — A terra vós firmastes em suas bases,/ ficará firme pelos séculos sem fim;/ os mares a cobriam como um manto,/ e as águas envolviam as montanhas.
    — Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes/ que passam serpeando entre as montanhas;/ às suas margens vêm morar os passarinhos,/ entre os ramos eles erguem o seu canto.
    — De vossa casa as montanhas irrigais,/ com vossos frutos saciais a terra inteira;/ fazeis crescer os verdes pastos para o gado/ e as plantas que são úteis para o homem.
    — Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras,/ e que sabedoria em todas elas!/ Encheu-se a terra com as vossas criaturas!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
    Segunda Leitura (Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18)


    Leitura do Livro do Gênesis.

    Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.
    9aChegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho.
    11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!”. 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”.
    13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.
    15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”.

    — Palavra do Senhor.
    — Graças a Deus!


    Anúncio do Evangelho (Mt 28,1-10)


    — O Senhor esteja convosco.
    — Ele está no meio de nós.
    — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
    — Glória a vós, Senhor.


    1Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos.
    5Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.
    8As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.
    9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!”
    As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.


    — Palavra da Salvação.
    — Glória a vós, Senhor.

    Homilia
    Este é o sábado da Vígila Pascal, no qual nos colocamos junto ao túmulo de Jesus para esperar a Sua ressurreição gloriosa. E mais do que esperar, contemplar, meditar e entrar na profundidade do amor apaixonante de Jesus vivo e ressuscitado no meio de nós.
    A Vígila Pascal é uma das mais belas e importantes celebrações. Primeiro pela riqueza da Palavra de Deus, que nos é dada como um banquete. Meditamos todo o mistério da vida humana, da humanidade, da criação de todas as coisas desde a criação de Deus até a nova criação com a ressurreição de Jesus.
    Hoje, é preciso se banquetear com a Palavra de Deus. “Se ontem fizemos um dia de jejum, hoje vamos nos banquetear. Comeremos tudo à vontade”. Não! Com sobriedade nos alimentaremos de forma abundante da Palavra. Porque a Palavra de Deus que ouvimos hoje, durante toda a Vígilia Pascal, tem uma catequese linda, profunda e magnífica para a nossa vida espiritual!
    Caminhamos durante toda a Quaresma para celebrarmos aquilo que vamos viver hoje. Deste modo, escute primeiro o que o anjo está a dizer: “Não tenha medo!”.
    A morte foi vencida pela vida. E quando ela é derrotada, porque a última cartada do medo em nós é a morte, o que nós podemos ou devemos ainda temer? De quem ainda teremos medo? Porque Jesus venceu a morte, e uma vez que ela é vencida, não tem mais poder sobre ninguém que está no domínio de Cristo Jesus. Só teremos a morte ou seremos vencidos por ela se não levarmos a vida em Cristo.
    Nesta noite da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos clamar e acima de tudo exclamar: “Ele ressuscitou! Ele está vivo! Está no meio de nós!”.
    Em nossa meditação de hoje, gostaria de deixar gravado em nosso coração uma vontade profunda de viver essa noite como aquilo que deve ser a nossa vida: em comunhão com o Ressuscitado. Não viva a Páscoa de outra forma, não fique pensando que celebrar a Páscoa é voltar a fazer o que fazia antes. “Eu já fiz muitas penitências durante a minha Quaresma!”. Mas continuemos na vigilância, cuidando de nós; permitamos que este homem velho possa morrer em nós. Aprofundemos a nossa comunhão com Deus, nossa vida mística, porque sem ela não experimentamos os frutos da ressurreição. Tudo continua a ser como antes e a vida segue assim.
    Há algo de profundo nesta noite, há um silêncio que se irrompe, um fogo que nasce e traz uma luz nova para o nosso coração. E quando somos conduzidos à presença de Cristo, é aceso em nós o fogo abraçador, fogo da graça que ilumina as trevas do nosso coração.
    Se há algo em nós que ainda caminha em meio às trevas, permitamos que a luz do Ressuscitado nos ilumine. Se há algo em nós que ainda está obscuro, caminha no erro, na ignorância, permitamos que nesta noite sejamos iluminados pela luz de Cristo.
    Tudo que posso desejar é que nenhum de nós percamos a maravilha da celebração dessa noite: a noite do Mistério Pascal, da Vigília Pascal, da Ressurreição de Cristo, onde a Sua Palavra nos ilumina e nos cura.
    Uma santa Páscoa para todos nós!
    Deus abençoe você!

    Nenhum comentário :

    Twitter

    -->

    Culture