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    sexta-feira, 21 de abril de 2017

    Ministério Público e Conselho Tutelar do RN alertam sobre os riscos do jogo 'Baleia Azul’

    O polêmico 'Jogo da Baleia Azul' – que tenta virtualmente induzir seus participantes ao suicídio ao final de 50 desafios – também preocupa famílias e instituições no Rio Grande do Norte. Nesta quinta (20), a Promotoria de Defesa da Infância e Juventude da comarca de Macau, distante 170 quilômetros de Natal, deu início a um trabalho de proteção e orientação aos pais e responsáveis por crianças e adolescentes da cidade. Lá, pelo menos duas adolescentes, uma de 13 e outra de 14 anos, já estariam envolvidas. O Conselho Tutelar, que colabora com o trabalho de prevenção, foi chamado pelas escolas onde as meninas estudam.

    Segundo o Ministério Público do Estado, a partir de uma denúncia anônima, se tomou conhecimento de possíveis vítimas do jogo em Macau. “E, como forma de investigar os fatos, a 1ª Promotoria de Justiça, através da representante ministerial, promotora de Justiça Isabel de Siqueira Menezes, buscou o Conselho Tutelar a fim de adotar as primeiras providências junto às famílias”.

    Uma promotora de Justiça de Macau, acompanhada de uma assistente social do MP e do presidente do Conselho Tutelar da cidade foram às rádios locais prestar informações sobre o jogo. O objetivo foi esclarecer a população sobre os perigos do uso indiscriminado da internet por crianças e adolescentes, bem como os meios de proteção e ajuda às eventuais vítimas.

    Confira AQUI o comunicado elaborado pela Promotoria de Justiça de Macau. O documento será publicado nas escolas, bem como em toda rede de atendimento municipal.

    Uma equipa da Inter TV Cabugi também foi a Macau. Lá, conversou com as famílias das duas adolescentes. A mãe da garota de 13 anos contou que percebeu cortes no braço da filha e, no dia seguinte, foi chamada à escola pela diretora. Ela contou que a filha é uma menina séria, fechada e que não gosta de conversar com ninguém.

    Já a mãe da adolescente de 14 anos contou que entrou em choque quando descobriu o que estava acontecendo com a filha. "Eu simplesmente surtei, enlouqueci. Procurei a escola”, acrescentou. No colégio, a diretora revelou que foram os próprios colegas de turma que alertaram para o que estava acontecendo.

    As duas escolas dizem que já tomaram medidas para tentar identificar que está propondo os desafios às estudantes. “Nós chamamos o Conselho Tutelar para que fossem feitos registros dessas situações. Queremos descobrir quem está a frente desses grupos”, disse uma das diretoras.

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