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    sábado, 22 de abril de 2017

    Pimentel condecora governadores citados na lista de Fachin

     O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), na cerimônia de homenagem à Inconfidência Mineira, em Ouro Preto (MG). (Manoel Marques/Imprensa MG/Divulgação)
    Denunciado na Operação Acrônimo e citado nas delações da Odebrecht, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), aproveitou nesta sexta-feira a cerimônia em homenagem à Inconfidência Mineira, em Ouro Preto (MG), para dizer que, atualmente, a Justiça brasileira está sendo, conforme as suas palavras, “solapada por uma teia de acusações que lembram as alcovas da Conjuração Mineira”. Sem citar nominalmente a Lava Jato ou a Acrônimo, ele fez uma crítica velada às operações, lembrando que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que foi enforcado em praça pública por defender a independência do país, também foi “protagonista involuntário de um espetáculo e não de um processo justo”.
    ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria o grande homenageado do evento, mas desistiu de aparecer. Em 2003, Lula já havia recebido o Grande Colar, a honraria máxima concedida pelo Estado de Minas, das mãos do então governador Aécio Neves (PSDB).
    Apontado ontem pelo empreiteiro Léo Pinheiro como beneficiário de propina na reforma de um tríplex do Guarujá, Lula não era o único alvo de investigações no rol de convidados para a cerimônia. Também foram chamados os governadores do Acre, Tião Viana (PT); da Bahia, Rui Costa (PT); do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); de Alagoas, Renan Filho (PMDB), todos citados na célebre lista do Fachin na parte das petições que foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal. Desses, apenas Renan Filho compareceu, recebendo a medalha da Inconfidência junto com outras 170 pessoas.

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