Após críticas a reformas, Planalto quer mudança de postura de Renan

Secretário-geral da Presidência e um dos principais auxiliares de Michel Temer, Moreira Franco disse nesta quinta-feira (4) à reportagem que causa "certa estupefação" a postura do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), publicamente crítica ao governo.
De acordo com Moreira, Temer não vai se envolver diretamente nas articulações sobre a manutenção ou retirada de Renan do cargo de líder do PMDB no Senado, mas afirma que o ex-presidente da Casa precisa mudar de postura se quiser continuar no cargo.
"É um problema da bancada, não do governo, mas causa uma certa estupefação que o líder da bancada do partido do governo tenha uma postura pública crítica ao governo", disse Moreira. "É preciso fazer todo o esforço para pacificar Renan, mas ele precisa mudar de posição", completou.
A declaração do ministro acontece um dia depois que um acordo no Senado, capitaneado por Renan, resultou no possível atraso da votação da reforma trabalhista em pelo menos um mês, o que irritou o Planalto.
A manobra, segundo auxiliares de Temer, elevou a tensão do governo com Renan a um "nível insustentável" e a bancada do PMDB começou a articular ativamente para tirá-lo da liderança da sigla.
Segundo a reportagem apurou, Temer deu carta branca para o líder do governo no Senado e presidente do PMDB, Romero Jucá (PMDB-RR), conduzir a situação de Renan à frente da bancada.
A aliados, Jucá tem dito que está tentando compor com Renan, pois sabe que, totalmente rompido com o governo, o senador por Alagoas pode complicar ainda mais a vida de Temer ao se unir de vez com a oposição.
Moreira vai na mesma linha e diz que é preciso "todo o esforço para pacificar Renan".
Na próxima terça-feira (9), um jantar na casa da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) será usado pela bancada do partido para estabelecer, segundo senadores peemedebistas, "procedimentos para disciplinar Renan".
A ideia é que ele freie as críticas ao governo, o que aliados consideram pouco provável, ou deixe claro quando está dando uma opinião pessoal e uma opinião da bancada.
Diante da postura de Renan nos dias seguintes ao encontro, a bancada tomará uma decisão definitiva. São necessário 12 dos 22 senadores do PMDB para destituir o senador do cargo.
REVANCHE
O Planalto já articula uma reação política a Renan após a articulação que pode atrasar a reforma trabalhista no Senado. O peemedebista conseguiu que o tema tramite em mais um colegiado, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), presidida por um aliado seu, além da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e CAS (Comissão de Assuntos Sociais), como era inicialmente previsto.
A estratégia do governo, porém, é apresentar um requerimento de urgência daqui a um mês, para que a reforma trabalhista seja votada no plenário do Senado em junho. A previsão do governo era que a tramitação durasse um mês, mas a manobra de Renan, que conseguiu acordo com a oposição, fez com que o prazo subisse para pelo menos 60 dias.
Na CCJ, Lobão deve indicar Jucá para ser relator da proposta. Na CAE, a relatoria ficará com o Ricardo Ferraço (PSDB-ES), e na CAS o quadro ainda não está definido. Com informações da Folhapress.
Após críticas a reformas, Planalto quer mudança de postura de Renan Após críticas a reformas, Planalto quer mudança de postura de Renan Reviewed by Ricardo Adriano on maio 05, 2017 Rating: 5

Nenhum comentário

Teste Teste Teste Teste

Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste