• Notícias de Última Hora

    sexta-feira, 2 de junho de 2017

    Polos regionais contribuem para disseminar a educação integral

    Reunião de técnicos e secretários em Itabira (MG). Ações de articulação e formação em educação integral ocorreram ao longo de 2016. Foto: Reprodução.
    “O papel da escola não deve ser o de apenas ensinar a ler, escrever e fazer contas. É preciso ter uma visão mais ampla da educação e aí entra a questão da educação integral, no sentido de ver o aluno como uma pessoa inserida em todo um contexto social, com muitos lugares e oportunidades para aprender”. A afirmação de Elaine dos Santos Pereira, coordenadora pedagógica da Emeief Santa Anastácia, de Abaetetuba (PA), na temática Educação integral: um conceito em busca de novos sentidos, reafirma dois princípios básicos dessa abordagem: o território e as parcerias.
    Para a educação integral, o território é entendido de acordo com a definição proposta pelo geógrafo Milton Santos na obra Território, territórios: “o território usado, não o território em si. O território usado é o chão mais a identidade. A identidade é o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é o fundamento do trabalho, o lugar da residência, das trocas materiais e espirituais e do exercício da vida”. Nesse sentido, é preciso levar em consideração não apenas o espaço onde crianças, adolescentes e jovens vivem e circulam em termos puramente físicos, mas também as relações pessoais, o senso de pertencimento e identidade e a realidade socioeconômica e cultural.
    De fato, também é importante incentivar a apropriação por parte dos alunos, o que pode ocorrer por meio de estratégias como a circulação pelo território e a ampliação dos espaços educativos com a realização de parcerias que promovam “a articulação da escola com os diferentes espaços educativos, culturais e esportivos, e equipamentos públicos como centros comunitários, bibliotecas, praças, parques, museus, teatros, cinemas e planetários”, como propõe a estratégia 6.4 do Plano Nacional de Educação (PNE). Dessa forma, concretiza-se o que a socióloga Helena Singer define como território educativo, que se configura quando há “o reconhecimento e o exercício do potencial educador de seus diversos agentes, ampliando e diversificando as oportunidades educativas para todos”.

    Nenhum comentário :

    Twitter

    -->

    Culture