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    quinta-feira, 8 de junho de 2017

    Relator diz que houve abuso de poder na chapa Dilma-Temer

    O ministro Herman Benjamin, relator do caso no julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, das eleições de 2014, no plenário do TSE em Brasília - 08/06/2017 (Evaristo Sá/AFP)
    ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, relator do processo da chapa Dilma-Temer, afirmou nesta quinta-feira que houve abuso de poder político e econômico na campanha vitoriosa da eleição de 2014. A declaração foi feita durante o voto do relator, cuja leitura deve continuar amanhã após 10 horas de sessão nesta quinta-feira.
    Benjamin disse reconhecer a procedência da ação movida pelo PSDB, em dezembro de 2014, ao citar pagamentos feitos aos marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura por empresas que foram beneficiadas em contratos de navios-sonda da Petrobras. “Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, disse o ministro.
    Para apontar a “absoluta coerência” das provas reunidas nos autos, ele citou os depoimentos dos publicitários, que receberam o dinheiro sujo; do engenheiro da Keppel Fels Zwi Skornicki, que fez os pagamentos; e do ex-gerente da Área Internacional da Petrobras, Pedro Barusco, que também levou parte da propina. “É um episódio em que o ciclo de pagador e recebedor está completo”, concluiu. 
    Esta era uma das partes principais da argumentação do ministro. Outra se refere às delações dos executivos da Odebrecht, cuja explanação ele começou a fazer hoje e deve terminar amanhã. De maneira enfática, Benjamin afirmou que a defesa de Dilma e Temer querem retirar as delações do processo porque as provas são “oceânicas”. “São depoimentos, documentos, informações passadas por autoridades estrangeiras por meio de cooperação internacional. Essa é a razão”.

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