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Liturgia da Palavra de hoje (4)

Primeira Leitura (Gn 19,15-29)
Leitura do Livro do Gênesis.
Naqueles dias, 15os anjos insistiram com Ló, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, e sai, para não morreres também por causa das iniquidades da cidade”. 16Como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas – pois o Senhor tivera compaixão dele –, fizeram-nos sair e deixaram-nos fora da cidade.
17Uma vez fora, disseram: “Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás, nem te detenhas em parte alguma desta região. Mas foge para a montanha, se não quiserdes morrer”.
18Ló respondeu: “Não, meu Senhor, eu te peço! 19O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade, salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha, antes que a calamidade me atinja e eu morra. 20Eis aí perto uma cidade onde poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida”.
E ele lhe disse: 21“Pois bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas. 22Refugia-te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade”. Por isso foi dado àquela cidade o nome de Segor.
22O sol estava nascendo, quando Ló entrou em Segor. 24O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. 25Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a vegetação do solo. 26Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal.
27Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o Senhor. 28Olhando para Sodoma e Gomorra, e para toda a região, viu levantar-se da terra uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha.
29Mas, ao destruir as cidades da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as cidades onde Ló havia morado.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 25)
— Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.
— Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.
— Provai-me, ó Senhor, e examinai-me, sondai meu coração e o meu íntimo! Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; vossa verdade escolhi por meu caminho.
— Não junteis a minha alma à dos malvados, nem minha vida à dos homens sanguinários; eles têm as suas mãos cheias de crime; sua direita está repleta de suborno.
— Eu, porém, vou caminhando na inocência; libertai-me, ó Senhor, tende piedade! Está firme o meu pé na estrada certa; ao Senhor eu bendirei nas assembleias.

Evangelho (Mt 8,23-27)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Homilia
Quando estamos fracos na fé, o medo se apodera de nós. Quando não alimentamos a nossa fé ou a deixamos rarefeita, do jeito em que se encontra, não fortalecemos a nossa confiança e começamos a estremecer, o medo se apodera de nós diante das tempestades, dos mares agitados da vida, das ondas contrárias, dos ventos impetuosos que vêm ao nosso encontro.
Muitas vezes, desanimamos, desesperamos, perdemos a confiança e começamos a gritar. Por isso, Deus não nos quer desesperados, desanimados nem caminhando no desalento, Ele quer que caminhemos sob a luz da fé. Por maiores que sejam as ondas agitadas dessa vida, sobrevivemos e caminhamos firmes quando não tiramos d’Ele o nosso olhar.
Quando olhamos para nossos medos e receios, quando paramos nas dificuldades, diante dos fantasmas, dos assombrações, de tudo aquilo que está ao nosso lado, apavorando-nos por dentro ou por fora, nossa tendência é desanimar. Deus, no entanto, não nos quer desanimados, porque o desanimado é aquele que está perdendo o ânimo, a alma, a vida, o alento e a fé. A fé nos mantêm vivos e confiantes na certeza de que o Senhor cuida de nós nas tempestades mais agitadas da vida.
Não alimentemos os medos, não demos razão nem vazão a eles, não permitamos que os medos cresçam e aniquilem nossa alma e o coração, mantendo-nos reféns dele. Não podemos ser reféns, presos do medo. Precisamos ser, cada vez mais, reféns da fé, dominados por ela, sobreviventes pela fé. Precisamos caminhar direcionados e guiados pela fé desse Deus único, no qual depositamos a nossa confiança e toda a nossa vida.
Reze: “Senhor, eu creio em Ti, creio firmemente que Tu és o meu Deus, o meu Senhor, mas olha para a minha fraqueza, olha para a minha miséria. Eu, muitas vezes, desanimo, estou no desalento e tiro de Ti a minha confiança. Tu és o meu Deus, o meu Senhor, é em Ti que eu confio e ninguém mais!”.
Deus abençoe você!
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Sobre Ricardo Adriano

Sou pedagogo de formação, amo música, livros, poesias, trabalho com jardinagem e tudo um pouco, já fiz "um pouco". Sou amante da vida, da informação, das notícias que são levadas a você leitor (a). Estamos aqui para interagir. Obrigado por acessar este espaço.

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