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    terça-feira, 18 de julho de 2017

    Pesquisa: brasileiros com disfunção erétil planejam dia e hora do sexo

    No universo dos homens com disfunção erétil (DE), os brasileiros são os que planejam a vida sexual com mais detalhes. Essa é uma das constatações de uma pesquisa global conduzida pela Pfizer em sete países para investigar os hábitos sexuais dessa população. Mais de sete em cada dez entrevistados no Brasil, por exemplo, tendem a concordar ou concordam fortemente com a ideia de programar dias específicos (73%) e horários determinados (72%) para suas relações sexuais. Já em Taiwan, esses comportamentos são adotados pela minoria – 45% e 38%, respectivamente.

    Presidente eleito da International Society of Sexual Medicine (ISSM), o urologista Luiz Otávio Torres afirma que o planejamento da vida sexual pode ser entendido como uma tentativa de minimizar as dificuldades trazidas pela falta de tempo e pelas rotinas atribuladas. “Existe, muitas vezes, uma dificuldade para equilibrar as diferentes esferas da vida, como o casamento, a agenda dos filhos e os compromissos do trabalho. Por isso, o planejamento pode ser uma forma de garantir mais espaço para uma vida sexual saudável e prazerosa”, afirma.
    Na média geral dos países entrevistados, mais de quatro em cada cinco usuários de medicamentos para DE (83%) planejam, sempre ou às vezes, um tempo específico para as relações sexuais. Além disso, entre esses homens que programam a atividade sexual, 71% o fazem com várias horas de antecedência. Essa porcentagem sobe para 79% no Brasil e cai para 39% no Japão, o que evidencia as diferenças culturais que permeiam a sexualidade nos diferentes países pesquisados.
    Ao todo, considerando os sete países, foram ouvidos 1.458 entrevistados, entre 30 e 70 anos de idade. Todos eles utilizaram, ao longo dos três meses que antecederam a pesquisa, algum medicamento para disfunção erétil, distúrbio que afeta cerca de 30% da população economicamente ativa do mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, essa porcentagem corresponde a quase 15 milhões de homens.

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