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    quinta-feira, 6 de julho de 2017

    Rio - Estado já teve 632 vítimas de balas perdidas em 2017

    A insegurança não tem endereço. Um dia após a menina Vanessa Vitória dos Santos, de 10 anos, ser morta por uma bala perdida dentro de casa no Complexo do Lins, uma adolescente foi ferida quando estava no pátio de uma escola, na Baixada Fluminense. Um tiro atingiu as costas de Samara Gonçalves, de 14 anos, dentro do Colégio estadual Ricarda Leon, em Belford Roxo. Com o pulmão perfurado, a estudante foi levada para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde passou por cirurgia e, nesta quarta-feira, seguia internada num quadro estável. O drama das duas jovens vai fazer parte de uma estatística assustadora: 632 pessoas foram atingidas por balas perdidas de janeiro a 2 de julho deste ano, uma média de 3,4 casos por dia no estado. Dessas, pelo menos 67 morreram.


    O absurdo que insiste em transtornar a rotina de quem vive no Rio revela um estado conflagrado, onde inocentes tornam-se vítimas frequentemente. O levantamento sobre balas perdidas feito com base em dados da Polícia Civil mostra que a violência é mais presente em áreas carentes. A Baixada Fluminense, por exemplo, é a região do estado com o maior número de registros: 154 mortos e feridos. Na capital, a maior parte dos casos ocorreu na Zona Norte, onde 145 foram feridos. A delegacia que mais registrou vítimas de balas perdidas foi a 21ª DP (Bonsucesso), que engloba o Complexo da Maré.

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