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Liturgia da Palavra de hoje (12)

Primeira Leitura (Dt 6,4-13)
Leitura do Livro do Deuteronômio.
Moisés falou ao povo, dizendo: 4“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. 6E trarás gravadas em teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. 7Tu as repetirás com insistência aos teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em tua casa, ou andando pelos caminhos, quando te deitares, ou te levantares.
8Tu as prenderás como sinal em tua mão e as colocarás como um sinal entre os teus olhos; 9tu as escreverá nas entradas da tua casa e nas portas da tua cidade.
10Quando o Senhor te introduzir na terra que prometeu com juramento a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó, que te daria, com cidades grandes e belas que não edificaste, 11casas cheias de toda espécie de bens que não acumulaste, cisternas já escavadas que não cavaste, vinhas e oliveiras que não plantaste; e quando comeres e te fartares, 12então, cuida bem de não esqueceres o Senhor que te tirou do Egito, da casa da escravidão. 13Temerás o Senhor teu Deus, a ele servirás e só pelo seu nome jurarás”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 17)
— Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.
— Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.
— Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação.
— Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! E dos meus perseguidores serei salvo!
— Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido.

Evangelho (Mt 17,14-20)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade de meu filho. Ele é epiléptico, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!”
17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?”
20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia
Quando escutamos Jesus falando que quem tiver fé vai mover uma montanha para lá e para cá, estamos mais na montanha que nós queremos mover do que naquilo de que nós necessitamos, que é a fé. A comparação de Jesus, nessa dimensão, é porque a nossa fé está quase zero ou até mesmo zero.
Por que a nossa fé fica nesse nível tão baixo, quase que inexistente? Porque vivemos somente das migalhas da nossa fé, porque ela não é abastecida, não é alimentada nem cuidada.
A fé que não é alimentada morre, vai ficando raquítica, passando por fortes abalos; e, depois de tantos abalos, vai morrendo. Perdoe-me dizer: quantos já foram homens e mulheres de fé, mas, hoje, vivem como se não a tivessem mais? Eles continuam crendo em Deus, pelo menos na fala, mas a fé já não existe. Onde ela está? A fé morreu, não foi cultivada, não foi alimentada nem centrada.
Todos nós corremos o risco de sermos abalados, aniquilados na fé; todos nós corremos o risco de perdê-la, até mesmo o Papa. E quando a fé morre, a nossa relação com Deus se torna paralisada, porque sem ela não chegamos ao coração d’Ele nem tocamos na Sua graça.
A primeira montanha que nós precisamos mover é, justamente, essa incredulidade de não crermos naquilo que Deus é capaz de fazer, remover as incredulidades do coração de cada um de nós.
Quando alimentamos nossa fé, ela cresce, torna-se maior do que nossos medos, nossas objeções e tudo aquilo que nós, um dia, desacreditamos e não confiamos. Não precisamos de uma fé grande ou pequena, precisamos de uma fé cuidada, alimentada, sincera, real e confiante em Deus. Precisamos cuidar, porque, se não cuidarmos, corremos o risco de perder a pouca fé que temos.
Deus abençoe você!
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Sobre Ricardo Adriano

Sou pedagogo de formação, amo música, livros, poesias, trabalho com jardinagem e tudo um pouco, já fiz "um pouco". Sou amante da vida, da informação, das notícias que são levadas a você leitor (a). Estamos aqui para interagir. Obrigado por acessar este espaço.

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