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    segunda-feira, 16 de outubro de 2017

    Alerta para o desastre socioambiental em Peruíbe (SP)

    Professor chama a atenção para consequências da construção do Projeto Verde Atlântico Energias no litoral paulista
    A definição e construção de grandes obras, sem participação e controle social, virou sinônimo de corrupção, de destruição ambiental, de remoção forçada de populações (quase sempre dos pobres, de comunidades tradicionais).
    No Brasil de hoje, no Brasil real, os exemplos estão ai para demonstrar o quanto se desvia dinheiro para fins escusos em obras justificadas pelos governantes como de interesse público (?),  essenciais ao “desenvolvimento” (de quem?), para a geração de emprego e renda, etc, etc. A ladainha é a mesma, que não convence a mais ninguém de boa fé. E sempre os maiores beneficiários destes faraônicos empreendimentos são as empresas e seus serviçais lacaios transvestidos em agentes públicos.
    Verifica-se a repetição nos Estados da federação situações análogas, movidas por interesses meramente econômicos com propostas de grandes obras que causam insuperáveis consequências para as populações atingidas e para os ecossistemas. São constados no Brasil afora, prejuízos, perdas, desastres, expropriações, destruições de vidas e de bens, desgraças, muitas vezes permanentes e irreversíveis.
    Foi anunciado recentemente em Peruíbe, município do litoral sul paulista, o Projeto Verde Atlântico Energias (PVAE), que além da construção de uma termelétrica, contará com gasodutos marítimo e terrestre, e um terminal offshore de gás natural liquefeito (GNL). O empreendedor, a Gastrading Comercializadora de Energia S.A., uma das empresas do Grupo Leros (conhece?), anuncia que fará os investimentos junto a outros investidores. Suspeita-se que a gigante petroleira Shell seja a maior interessada, e esteja por trás deste investimento, orçado em R$ 5 bilhões.
    Esta usina de produção de energia elétrica a partir do GNL, denominada Usina Termelétrica Atlântico Energias, foi projetada para ser instalada em uma área de cerca de 43 hectares, localizada integralmente na Zona de Expansão Urbana do município de Peruíbe/SP, inserida em gleba com cerca de 180 hectares. A potência instalada prevista é de 1.700 MW. A plena carga consumirá de oito a nove milhões de m3/dia de gás.
    Caso ocorra esta megaobra faraônica, será a terceira termelétrica (UTE) instalada na região. A primeira foi a termelétrica Aditya Birta Carbon Columbian Chemicals, e a segunda a Eusébio Rocha (219 MW), da Petrobras, ambas em Cubatão.


    Heitor Scalambrini Costa - Portal Congresso em Foco

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