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Sem dinheiro e debilitado, garçom vive há dois meses no Aeroporto de Fortaleza

Garçom, vive de forma debilitada no aeroporto de Fortaleza (CE)
O Aeroporto Internacional de Fortaleza virou moradia para o garçom desempregado José Irismar Gomes, de 46 anos. Há quase dois meses ele vive no saguão por onde centenas de passageiros passam todos os dias. Ele conta que está perdendo a visão de um olho, sofre uma hemorragia gastrointestinal e aguarda uma cirurgia em Fortaleza, distante da família e sem casa para morar.

Irismar é natural de Ipueiras, a 300 quilômetros de Fortaleza. Ele conta que foi para Brasília com a família há seis meses e teve de voltar à capital cearense para tratar de um problema no olho. No terminal, ele diz não poder contar com apoio da família e está “se virando” para sobreviver. “Minha família é de baixa renda, família humilde, não tem condições de me ajudar. Tenho que me virar como posso.”

“São 50 dias ou 53 dias vivendo dessa forma. Neste mesmo canto. Todos os dias. Quando sinto fome, desço e peço comida para alguém e sempre eles não dão. Só como o que sobra sobre as mesas. Tenho que obedecer às normas da Infraero”, diz.

O garçom dorme no chão e usa um lençol, uma toalha e algumas roupas doadas. Na pele, ele carrega o nome da filha, de 19 anos. E quer passar o Natal com ela.

A Secretaria da Saúde do Estado informou que Irismar chegou à emergência do Hospital Geral de Fortaleza em 28 de novembro de 2017. Ele foi acolhido pela equipe de enfermagem e, conforme atendimento por meio da classificação de risco, a avaliação do quadro clínico dele apresentava-se de acordo com os critérios da cor amarela, ou seja, não se trata de um caso grave.
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Sobre Ricardo Adriano

Sou pedagogo de formação, amo música, livros, poesias, trabalho com jardinagem e tudo um pouco, já fiz "um pouco". Sou amante da vida, da informação, das notícias que são levadas a você leitor (a). Estamos aqui para interagir. Obrigado por acessar este espaço.

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