Liturgia da Palavra de hoje (14)


Primeira Leitura (At 6,1-7)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
1Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário.
2Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”.
5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles.7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 32)
— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
— Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!
— Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.
— O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.

Evangelho (Jo 6,16-21)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles.
18Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia
Os discípulos estão em alto mar. Eles entraram na barca e iam voltar para Cafarnaum e precisavam passar para o outro lado do mar, mas já estava escuro, tudo obscuro, então, pense na escuridão que é o mar, mas não aquele mar que nos remete o oceano, e sim, num grande lago como era aquele lago de Genesare, e no meio daquela escuridão da noite, onde não se têm luzes naturais ou as próprias luzes criadas pelos homens.
Pense no medo que a escuridão provoca no coração das pessoas; no medo que ela provoca dentro de nós quando adentramos o nosso coração e tudo parece escuro e obscuro. Nós temos medo, inclusive, de entrar no nosso interior, porque encontraremos muitas coisas que não compreendemos, muitas luzes que foram apagadas, situações que não foram resolvidas e conflitos que dilaceram-se dentro do nosso interior.
Quantas coisas obscuras dentro de nós e preferimos ficar na borda da vida e na superficialidade dela, porque nela tem uma luz, ainda que artificial, mas tem. Uma vez que, a luz é artificial acaba que também, a nossa vida torna-se artificial, porque essa luz não é capaz de iluminar as coisas mais profundas da nossa vida.
Por isso é preciso escutar as palavras do Mestre: “Não tenhais medo. Sou Eu”. É o Mestre quem nos conduz para as ondas mais profundas da nossa vida e do nosso coração. Para ficarmos em conflitos? Não, ao contrário, é para vencermos os conflitos e para que seja iluminado o nosso interior; a nossa mente e tantas situações da nossa vida que estão na zona do medo.
Ele quer vencer o medo em nossa vida; Ele quer nos curar do medo e desses conflitos tortuosos que temos dentro de nós. Ele quer nos tirar das vísceras e da ansiedade que toma conta de nós por tantas coisas mal resolvidas, mal iluminadas e mal esclarecidas da nossa vida. Ele quer que vençamos o medo, por isso, Ele vem ao nosso encontro.
Nós temos tanto medo (até d’Ele) que Jesus parece um fantasma, mas Ele não é um fantasma. Ele é a Luz que a nossa alma e o nosso coração precisam, para saírem das obscuridades da nossa vida.
Deus abençoe você!
Liturgia da Palavra de hoje (14) Liturgia da Palavra de hoje (14) Reviewed by Ricardo Adriano on abril 14, 2018 Rating: 5

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