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Liturgia da Palavra de hoje (26)

Primeira Leitura (At 13,13-25)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
13Paulo e seus companheiros embarcaram em Pafos e chegaram a Perge da Panfília. João deixou-os e voltou para Jerusalém. 14Eles, porém, partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se.
15Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: “Irmãos, se vós tendes alguma palavra para encorajar o povo, podeis falar”.
16Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e disse: “Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai! 17O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos antepassados e fez deles um grande povo quando moravam como estrangeiros no Egito; e de lá os tirou com braço poderoso. 18E, durante mais ou menos quarenta anos, cercou-o de cuidados no deserto. 19Destruiu sete nações na terra de Canaã e passou para eles a posse do seu território, 20por quatrocentos e cinquenta anos aproximadamente.
Depois disso, concedeu-lhes juízes, até o profeta Samuel. 21Em seguida, eles pediram um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos. 22Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’.
23Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. 24Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 88)
— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
— Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme quanto os céus.
— Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força.
— Não será surpreendido pela força do inimigo, nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo. Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam.
— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão. Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’

Evangelho (Jo 13,16-20)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia
O Evangelho de hoje é a conclusão do Evangelho onde Jesus lavou os pés dos Seus discípulos. É no final daquela cerimônia linda e transformadora, gesto daquilo que é a vida de Jesus num todo, porque a vida d’Ele foi servir.
Quando Ele colocou-se aos pés dos Seus discípulos, Ele não estava fazendo uma representação, Ele queria nos dizer qual é o segredo, qual é o caminho da felicidade, e se uma profunda tristeza bateu à “porta” do coração de Jesus quando, em seguida, Ele sofre a agonia no Horto das Oliveiras, isso jamais Lhe tirou a alegria, mesmo em meio ao sofrimento e a agonia.
Há uma alegria que toma conta da alma e do coração de quem serve, de quem faz o bem para o outro, de que ama o seu próximo, de quem dedica os seus esforços para fazer o bem, desde que, não seja esperado nada em troca. Porém, se fazemos o bem ao outro e queremos recompensa, caímos na frustração, na decepção, pois o coração irá magoar-se facilmente.
Jesus, nosso Senhor e Mestre, morreu com muitas decepções, mas sem nenhuma frustração e mágoa, porque Ele servia para servir, servia por amor e quem faz por amor não espera, de forma nenhuma, alguma recompensa. O coração torna-se livre e, coração livre encontra felicidade naquilo que realiza.
Muitas vezes, receberemos ingratidão por aquilo que fazemos, por exemplo, uma mãe nem sempre vai receber agradecimento ou reconhecimento dos seus filhos pelo amor que prestou-lhes a vida inteira, desde o momento da concepção até todos os cuidados que a vida exigiu, mas ela é feliz e realizada só pelo fato de ser mãe. Quando ela encontra no “ser mãe” um serviço de amor, não é algo penoso ou doloroso.
Encontramos felicidade quando servimos o próximo, os necessitados, os marginalizados, mas isso pode parecer muito genérico quando não partimos para a prática.
Jesus falou, mas também fez; Ele curou, abençoou e por último mostrou-se. “Mesmo os homens não me amando, eu os amei até o fim”.
Não desista, não se canse de amar! Se o nosso amor é gratuito, verdadeiro e evangélico, nós até nos decepcionamos com as situações que vivemos, mas jamais nos magoamos, porque o amor não guarda mágoa, rancor; o amor é puro, livre e supera-se, porque o amor tudo supera!
Deus abençoe você!
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Sobre Ricardo Adriano

Sou pedagogo de formação, amo música, livros, poesias, trabalho com jardinagem e tudo um pouco, já fiz "um pouco". Sou amante da vida, da informação, das notícias que são levadas a você leitor (a). Estamos aqui para interagir. Obrigado por acessar este espaço.

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