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Liturgia da Palavra de hoje (7)

Liturgia da Palavra 
Primeira Leitura (At 4,13-21)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naqueles dias, os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas 13ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado com Jesus. 14No entanto viam, de pé, junto a eles, o homem que tinha sido curado. E não podiam dizer nada em contrário.
15Mandaram que saíssem para fora do Sinédrio, e começaram a discutir entre si: 16“Que vamos fazer com esses homens? Eles realizaram um milagre claríssimo, e o fato tornou-se de tal modo conhecido por todos os habitantes de Jerusalém, que não podemos negá-lo. 17Contudo, a fim de que a coisa não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, para que não falem mais a ninguém a respeito do nome de Jesus”. 18Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. 19Pedro e João responderam: “Julgai vós mesmos, se é justo diante de Deus que obedeçamos a vós e não a Deus! 20Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”.
21Então, insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que havia acontecido.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 117,1-21)
— Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.
— Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis.
— A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!” O Senhor severamente me provou, mas não me abandonou às mãos da morte.
— Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador!

Evangelho (Mc 16,9-15)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando.11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.
12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia
O drama do Evangelho de hoje remete-se ao anúncio do Evangelho àqueles que o escuta, mas não dão crédito. Eles estão decepcionados, com o coração tão travado que não são capazes de crer, de motivar-se, não são capazes de acreditar.
Madalena foi, com toda a força do seu coração, anunciar que Jesus estava vivo, mas não deram crédito a ela. Dois discípulos, também, anunciavam que Jesus estava vivo, entretanto, não deram crédito a eles. Por isso, Jesus repreendeu a dureza de coração dos Seus discípulos.
Às vezes, achamos que Tomé era o único incrédulo da história, porém, todos foram incrédulos, e nós também somos. Talvez até saibamos, de forma conceitual, que Jesus está vivo, mas as nossas incredulidades estão, muitas vezes, falando mais alto do que a nossa própria fé, do que a nossa própria convicção.
Somos, muitas vezes, movidos pelos nossos medos, decepções, mágoas e frustrações com a vida. Paramos nas situações mal resolvidas, nas decepções que temos uns com os outros. Somos paralisados por causa dos nossos problemas e das nossas dificuldades. A verdade é que, em nossa casa, em nosso trabalho, em nossa Igreja, no grupo o qual fazemos parte; falamos muito mais dos problemas e das dificuldades do que da fé que ilumina e direciona a nossa vida.
Os problemas estão muito mais altos do que a nossa própria fé. Passamos por provações difíceis; há situações que parecem não ter solução, nos jogam no chão; há doenças, enfermidades; questões financeiras; há filhos, casamentos; e nós desanimamo-nos, encontramo-nos no desalento. Olhamos mais para os nossos problemas, para os nossos fracassos, do que para a luz que vem do Ressuscitado para iluminar todas as situações obscuras da nossa vida.
Não permitamos ser movidos pelas nossas incredulidades, mas que a fé seja o combustível e a luz para conduzir a nossa vida.
Deus abençoe você!
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Sobre Ricardo Adriano

Sou pedagogo de formação, amo música, livros, poesias, trabalho com jardinagem e tudo um pouco, já fiz "um pouco". Sou amante da vida, da informação, das notícias que são levadas a você leitor (a). Estamos aqui para interagir. Obrigado por acessar este espaço.