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Liturgia da Palavra de hoje (17)

Primeira Leitura (3Jo 5-8)

Leitura da Terceira Carta de São João.
5Caríssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. 6Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. Farás bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. 7Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem, sem aceitar nada da parte dos pagãos. 8A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da Verdade.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 111)
— Feliz aquele que respeita o Senhor!
— Feliz aquele que respeita o Senhor!
— Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!
— Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos.
— Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!

Evangelho (Lc 18,1-8)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia
Hoje, no Evangelho, temos o exemplo de uma viúva insistente. Essa viúva temia a Deus, mas o juiz não O temia e nem tinha nenhuma ligação com Ele; até ficava aborrecido com essa viúva que ficava “enchendo o saco” dele. Essa viúva era sempre muito insistente. Até que, um dia, ele disse: “Não temo a Deus, mas para que essa viúva não venha me acusar de nada, vou me livrar dela atendendo ao que ela está me pedindo”.
Se o juiz injusto atendeu ao que essa mulher insistente estava lhe pedindo, quanto mais Deus vai atender as preces daqueles que lhe são justos, fiéis e estão lhe suplicando dia e noite: “Senhor, vinde em nosso socorro. Vinde em nosso auxílio”. A partir disso, Jesus faz um questionamento: “Deus vai atender-nos, mas será que quando o Filho do Homem vier ainda encontrará fé sobre a Terra?”.
Nada mais é abalado em nossa vida do que a nossa fé. Vivemos tempos difíceis, tempos em que somos sacudidos em nossas emoções, em nossas opções de vida mas, sobretudo, somos sacudidos em nossa fé.
Tem um mundo de coisas entrando em nossa casa, em nossa família e dentro do nosso coração. Nossas emoções são agitadas, nossas escolhas são questionadas e, diante de tantas situações calamitosas no mundo em que vivemos, a nossa fé se esmorece.
Não é que perdemos a fé, mas temos uma fé sem vida, sem vigor, sem entusiasmo, sem confiança, sem esperança. Nós nos entregamos ao desânimo, ao desalento. Assumimos um estado depressivo, de desgosto pela vida e, em vez de nos levantarmos, ficamos prostrados. Desistimos, desanimamos, não temos a insistência dessa viúva que tinha um coração confiante em Deus.
Permitamos que Deus, hoje, fale ao nosso coração, precisamos acalentar a nossa fé, precisamos levantá-la. Não podemos nos entregar ao desânimo e, sobretudo, ao desânimo espiritual.
O acúmulo de decepções leva-nos ao esmorecimento na fé, mas quando acumulamos a graça de Deus em nós, permitimos que Ele cure as nossas decepções, cure aquilo que, em nós, causou desânimo, desalento, aquilo que provocou a mágoa, a ruptura por situações de fé na nossa vida.
É preciso buscar em Deus um novo vigor, um novo ânimo, buscar o acalento da nossa fé para caminharmos na direção d’Ele para não ficarmos caídos e prostrados no meio do caminho.
Deus quer que sejamos homens e mulheres de fé e que n’Ele esteja a nossa confiança e esperança.
Deus abençoe você!
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Sobre Ricardo Adriano

Sou pedagogo de formação, amo música, livros, poesias, trabalho com jardinagem e tudo um pouco, já fiz "um pouco". Sou amante da vida, da informação, das notícias que são levadas a você leitor (a). Estamos aqui para interagir. Obrigado por acessar este espaço.

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